O dia 10 de setembro marca o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, criado em 2003 pela International Association for Suicide Prevention (IASP) em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Desde então, a data se tornou um convite global à reflexão. O lema atual da campanha, válido até 2026, é “Changing the Narrative on Suicide” (“Mudando a narrativa sobre o suicídio”), que incentiva a transformar estigma em empatia e silêncio em diálogo.
Todos os anos, uma vida é perdida por suicídio a cada 40 segundos. No Brasil, entre 2011 e 2019, foram registrados mais de 100 mil casos, com aumento progressivo das taxas no período. Por isso, surgiu o Setembro Amarelo, uma campanha nacional que em 2024 reforçou a mensagem: “Se precisar, peça ajuda!”.
A comunicação científica tem papel essencial nessa causa, afinal, falar de forma ética e clara contribui para desconstruir mitos, reduzir estigmas e orientar sobre sinais de alerta. Entre eles, destacam-se mudanças bruscas de comportamento, isolamento social e falas sobre desesperança. Reconhecer esses sinais e oferecer apoio pode, portanto, salvar vidas.
Além disso, o Centro de Valorização da Vida (CVV) está disponível gratuitamente pelo telefone 188, bem como por chat e e-mail, funcionando 24 horas por dia. Divulgar esse serviço é fundamental para ampliar a rede de proteção e garantir que mais pessoas saibam onde encontrar ajuda.
Mais do que falar sobre prevenção, esta data reforça a importância de valorizar a vida. Nesse sentido, promover acolhimento, empatia e esperança pode fazer diferença em momentos críticos. Cada conversa é uma oportunidade de escuta e pode representar um passo concreto para salvar alguém.
Referências:
- World Health Organization. World Suicide Prevention Day. WHO. Disponível em: https://www.who.int/campaigns/world-suicide-prevention-day
- International Association for Suicide Prevention. World Suicide Prevention Day 2025 – Changing the Narrative on Suicide. IASP. Disponível em: https://www.iasp.info/wspd/about/
- Fernandes CJ, et al. Suicide mortality in Brazil from 2011 to 2019: time trend analysis. Rev Bras Psiquiatr. 2023;45(2):130-138.

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